quinta-feira, 2 de março de 2006

Burguês de merda

Burguês de merda

Tenho saudades dos dias que não vivi na passeata dos 100 mil
Saudades dos dias que não levei pancadas da polícia (mas levei as já)
De quando protestavam na rua
De quando jogava bets na calçada
Tocava campainhas e corria

Hoje não se sabe mais o que é esquerda e direita
Saudades de quando seqüestraram o embaixador dos EUA
Hoje nada mais.
O povo é apático, quieto, calado, surdo.
O povo também sou eu
E eu cá estou parado como você
Mais um burguesinho de merda.

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