"Um corpo sem alma é como um disco de vinil que não toca ..."

"O jornalista fere no peito o escritor. O escritor repele o jornalista, por esmagá-lo, por obrigá-lo a renascer quase sempre de um mesmo patamar. Feliz daquele que, nesse embate, consegue servir, e bem, aos seus dois senhores..."

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sexta-feira, 4 de maio de 2007

Correndo Atrás!

Desde o primeiro ano de faculdade (para quem não sabe estou no terceiro!) costumo entrevistar bandas, sobretudo as nacionais. Na verdade, é uma desculpa esfarrapada para conhecer as bandas; algumas delas gosto bastante.
Uma das primeiras, Ultraje a Rigor, tinha algo especial. Passei a infância ouvindo o disco crássico "Nós vamos invadir sua praia" - que os sagrou com letras legais e músicas diferentes, tinha rock, surf music, pegadas de ska etc. E de repente o Roger estava à minha frente falando sobre a canção de riff grudendo "Inútel" - poderia ser ela o hino nacional brasileiro?
Na sequência, peguei a transição do Cachorro Grande. A transição banda underground - banda conhecida e rodada. Foi divertido, porque fomos (eu e o amigo André - fotógrafo por acaso) mui bem recebidos e percebi o quanto eram originais. Eles são a música que eles fazem. Falando na Cachorrada, o Vicent que apresenta o ótimo Hype Hour, "escrevendo a ferro e fogo a história do novo rock" disse-me que já tem músicas do quarto disco dos caras na rede. Aliás, no Hype dessa semana têm as inéditas do Wolfmother e Yeah Yeah Yeahs (que estão no novo filme do Homem Aranha), além da nova do Cachorro.
Ano passado realizei um quase sonho (um sonho é muito forte!) ao entrevistar a Nação Zumbi. É das nacionais absurdamente boas. Riqueza de idéias e instrumentos diversificados-combinados que a música gringa não tem e, diga-se, fica no chinelo. Por isso, o pseudo-sonho.
E em 2007 a bola da vez foi o Pato FU. Capacidade de criação e de sensibilizar fazendo música incríveis. Esqueça as canções que rolam no rádio. O mestre Suzano, amigo-companheiro de luta, e editor-mor disse "uma grande banda se faz com vários discos e discos diferentes que mostram as várias vertentes do ser humano que está por trás da música". E a entrevista veio num momento em que eu me aprofundava nas boas canções mineiras.
E, para usar esse material e aprofundar a biografia-discografia de algumas nacionais entrevistadas, resolvi fazer um programa radiofônico na web, que em breve também estará no meu podcast (tempos modernos!). Chama-se "Correndo Atrás" e, além de músicas, rola ainda, bastidores, as estórias que permearam as entrevistas e convidados de peso.
Finalizei ontem o primeiro programa que terá edição mensal. Foi o "Correndo Atrás" do Pato FU! - que teve como meta, só tocar os b-sides. Aqui vc confere:
Obrigado e ótimo fds aos leitores e blogueiros!

7 comentários:

_Maga disse...

Legal!!! Estou ouvindo o podcast!

- bateria eletronica é realmente a cara dos anos oitenta! rs

- Eles chamam a armação de acrilico de "aquario" e é para melhorar a captação do som sim. :)

- Adoro essa música "capetão", é muito louco ela cantando isso no show... é muito louco quando a voz suave sai de cena e entra a voz do grave!!! hehehe

Bom... vou ter que ir... depois ouço e comento o resto... rs

Adorei a novidade! Beijos!

Ah, só uma coisa: onde você estão gravando???

célia musilli disse...

que bom entrar aqui e me deparar com tanta criatividade, li a entrevista do Pato Fu, publique todas..rs um beijo e bom fim de semana.

célia musilli disse...

ah! já encontrei a ótima entrevista com a Cachorro Grande.. rs . um beijo

gabriel disse...

Valeu Maga!
Realmente a Fernanda cantando "capetão" no show é muito fodaa!
Onde gravamos? Na web-rádio Unesp Virtual. Tem outros bons programas por lá...
se quiser dicas, tamos ae!

Joey Potter disse...

Legal Gá!! Não ouvi porque estou na facul sem fone, mas assim que dizer, ouço sim! Gosto muito de Pato Fu! só sitno não ter ido ao show. Ultimamente cinco reais tão me quebrando super... E o D2?!? Vai rolar?! Tomara... Vou querer ler ou ouvir depois, hehe! Boa sorte com o programa! Beijos!!!
Nat

Cristina disse...

Muito legal sua idéia! Tb adoro usar a "desculpa" de ser jornalista para fazer coisas que gosto, entrevistar pessoas que admiro... Vou lá ouvir! Bjs

A.Cerri disse...

Ae finalmente ouvi essa porra!
hahaha
Ficou bem legal!
Abraço