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quinta-feira, 17 de maio de 2007

"O segundo casamento é uma praga!"

Outdoor onde professor da UFPB expressou sua insatisfação para com as declarações de Bento XVI


Lamentável que a mentalidade da igreja ainda hoje seja como nos séculos em que ela praticou os abusos todos. Acho que essa coisa espiritual de Deus etc etc está dentro de nós, não vai adiantar o homem tentar regrar. É tão complexo que o Vaticano abusa. Ele quer que o ensino religioso seja obrigatório nas escolas e a isenção de ações trabalhistas contra a Igreja. Algo mais, será?

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“Igreja é uma praga!” A declaração feita através de um outdoor que até ontem estava exposto ao lado da agência da Caixa Econômica Federal (CEF) do Campus I da Universidade Federal da Paraíba provocou tanta polêmica que ficou instalado apenas dois dias quando o programado era de permanecer no local por duas semanas. A frase estava acompanhada de uma imagem do papa Bento XVI e de expressões como pedofilia, caça às bruxas e fascismo, sendo relacionadas com a atuação da Igreja Católica ao longo da história. O vigário-geral da Arquidiocese da Paraíba, padre Carlos Alberto da Costa Silva, declarou que a Igreja vai tomar as medidas jurídicas cabíveis.

O responsável pelo protesto é o professor do Departamento de Comunicação da UFPB Henrique Magalhães, que se motivou pela declaração do papa na visita ao Brasil, semana passada, de que “o segundo casamento é uma praga”. Ele considera que, da mesma forma que foi concedido ao pontífice o direito de se expressar livremente sobre qualquer assunto, qualquer cidadão, como ele, tem direito de demonstrar sua indignação como resposta. “Tanto que acho perfeitamente natural que as pessoas reajam das mais diversas maneiras. Não quero trazer a polêmica para a minha pessoa, quero que a discussão seja sobre a idéia”, declara.Esta talvez tenha sido uma das razões para Henrique não estranhar quando um dos coordenadores do Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior do Estado da Paraíba (Sintesp-PB) , Vicente Bernardo de Sousa, resolveu ele mesmo rasgar as folhas de papel que formavam o outdoor, na manhã de ontem. A obra de Henrique já havia sido alvo de tinta preta, que teria sido jogada por moradores revoltados com a demonstração de repúdio ao papa. Para o funcionário do Sintesp, Marcone Pontes de Lima, que ajudou Vicente a destruir o outdoor, a imagem era ofensiva aos católicos. “É um desrespeito à Igreja Católica e tenho certeza de que muita gente se sentia como nós. Eu apenas ajudei, mas concordei com a atitude de Vicente”, conta.
Para Henrique, a posição de Bento em relação a quem entra em uma segunda relação depois de sair de um casamento é “injusta e discriminatória”. “A mídia faz abertamente uma apologia tendenciosa da santidade do papa, só que ninguém mostra o outro lado com um olhar crítico. Mas a liberdade de expressão permite que eu fale as minhas convicções, assim como é garantido ao papa achar que o segundo casamento é uma praga”, justifica.Já o padre Carlos explica que a Arquidiocese “lamenta este tipo de agressão verbal, mas a liberdade de expressão faz parte do ordenamento jurídico brasileiro”. “Só nos resta identificar o autor e quem autorizou a publicação, verificar a responsabilidade de cada um e tomar as medidas jurídicas cabíveis, se este for o caso”, explica. Antes de ser destruído, já havia inclusive uma mobilização da comunidade do Castelo Branco para, na tarde de ontem, ir até o local para retirar a publicação do outdoor.

4 comentários:

Joey Potter disse...

É complicado esse assunto. Também acho que a Igreja tem milhares de defeitos, mas acho ainda que certas coisas a gente tem que ponderar antes de falar, ou de expressar. Eu sempre prefiro ficar de boca fechada. Só falo se me perguntarem, hehe.
Beijos Gá!
Nat

SAMANTHA ABREU disse...

ixi!
olha mais um TABU aí!

Papa? quem é o papa? é o pop?
Papa Pop devia aceitar a variedade de relações!
rsrsrsss

essa igrejá é uma piada!

_Maga disse...

Bah... coincidentemente esse fim de semana fiz um retiro chamado "experiencia de oração" ligado ao movimento carismatico da igreja católica.

E digo-te algo: infelizmente você não viu nada. Falas impregnadas de racismo eu ouvi aos montes. Como psicologa não posso deixar de admitir que para muitas pessoas esses movimentos podem ser um ponto de apoio muito importante. Mas como psicologa também não posso deixar de falar que existe um exagero absurdo, que existe uma metalidade absurda, e, na minha opinião, exemplos de falta de ética e bom senso. (mas o que me pegou mesmo foi o racismo...)

Beijos

Júlia disse...

Pois é... o Papa existe pra isso mesmo. Pra impor as regras. Pra ser o chato. Tudo bem que ele tem vários fãs, mesmo em sua chatice, mas regras são necessárias. Essa é a filosofia de muita gente.

E não estão de todo erradas, afinal a gente tem que parametrizar as coisas. Acontece que no caso da Igreja, isso envolve paixão, envolve coisas de outra "superfície"... Sou atéia, uma atéia tímida, porque quando deixei de ser já sofri retaliações. Depois de muito tempo percebi que religião simplesmente é um assunto que não se vale a pena discutir. Não é que nem a internet; é algo que leva muito tempo para se modificar... se trata de sociedade, de coletivo, e não de indivíduo.

Esse professor aí, ele tem o direito dele, mas isso pra mim é imaturidade.

Beijos!