"Um corpo sem alma é como um disco de vinil que não toca ..."

"O jornalista fere no peito o escritor. O escritor repele o jornalista, por esmagá-lo, por obrigá-lo a renascer quase sempre de um mesmo patamar. Feliz daquele que, nesse embate, consegue servir, e bem, aos seus dois senhores..."

Política. Música. Música. Vida. Rock. Cinema. Cultura.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Primeira, do Porão do Rock!

Deve sair hoje ou quinta - feira, se a Maíra (Soares) não tiver me enrolando, a primeira entrevista feita no Porão do Rock, em Brasília. É com uma banda lendária da cena de punk rock de SP, os Inocentes.
Foi bem legal, porque quando eu era adolescente tinha uma banda que tocava música dso caras. Para quem se interessar estará na capa deste site:



Em breve sai com outra lendária do punk paulistano dos anos 80. Aquela que canta: "Papai noel filho da puta / rejeita os miseráveis / eu quero matá-lo / aquele porco capitalis / presenteia os ricos, cospe nos pobres..."

Garotos Podres. Enquanto não sai, posto uma palhinha da entrevista:

O que é ser uma banda punk num país como o Brasil hoje?

Mau:
olha, no fundo a gente não está muito preocupado se a gente é punk, se o que tocamos é música clássica, ópera; no fundo a gente faz o que a gente gosta. E eu acho que todo músico, todo ser humano deve estar preocupado em fazer o que gosta. E a arte é uma forma de expressão humana muito profundo e acho que as pessoa devem estar descoladas dessa coisa que é o modismo. Por exemplo, quando nós começamos a nossa banda, punk rock era uma coisa do gueto; quando começamos queríamos tocar em festivais de colégio!
De repente só o fato de montarmos a banda e estarmos ensaiando no fim de semana, já era uma coisa prazerosa pra gente né. Então acho que o principal em uma manifestação artística é realmente você ter prazer naquilo que você faz. E, gostem ou não, nós não estamos nenhum pouco interessados na opinião dos outros, nós gostamos do que fazemos e ponto.


Enquanto isso, estou indo para SP engordar o movimento na USP e participar de uma assembléia que decidirá o rumo das estaduais paulistas acerca da greve no Estado.

En la luta de classes, todas as armas são válidas:

piedras
noches
poemas

(leminsky).

5 comentários:

Anônimo disse...

Fala ae, Barbudinho!
Como foi as história lá em Brasa?
Get Back to where you once belonged!
Um abração.

Bruno Espinoza disse...

boa sorte rapá!

Samantha Abreu disse...

tenho saudade de quando os punks não eram tão romanticos...

EMO tivos

Anônimo disse...

Gostei muito, muito, muito da fala dele!

Em especial porque não faz juizo de valores sobre o que outras bandas produzem. Há uma certa tendencia em dizer: o que eu gosto é bom, o que eu não gosto não é e ponto. E a gente sabe que não é bem assim... e mesmo a música tida como "ruim" tem algumas funções, como divertir, por ex. E isso já é importante.

O ruim é quando a gente se fecha em um genero (e lógico, que se o genero foi "pobre" fica bem pior). A cada dia me convenço que o melhor é estar aberto as novidades, e ouvir com atenção o que se passa...

beijos

GABRIEL RUIZ disse...

Genial Maga.
Vc é uma luz nessa caos mundano. Muito obg pelos comentários todos.